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Bricolagem: entenda o que é e conheça alguns exemplos dessa atividade

Escrito por Casa das Artes

Você sabia que muitas pessoas realizam, regularmente, pequenos reparos em casa ou praticam artesanato sem nem se dar conta? A essa prática, dá-se o nome de bricolagem.

No post de hoje, contamos a você um pouco mais sobre a origem dessa atividade e mostramos algumas formas práticas para colocar a mão na massa. Acompanhe!

Como tudo começou

A história da bricolagem começa nos anos 50, período entre o final da Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. Nesse contexto, a indústria e os serviços estavam focados em atender às demandas militares, o que encareceu a pouca mão de obra restante disponível.

Diante dessa necessidade, surgiram nos Estados Unidos ferramentas mais intuitivas e fáceis de se manusear. Sabe aquela cena clássica dos filmes e desenhos animados de alguém cortando seu gramado? Pois é, os americanos inventaram e apelidaram essa filosofia de Do It Yourself (DIY), ou “faça você mesmo”.

A França também sofreu com as guerras e passou pelo mesmo processo, mas lá batizaram de bricolagem, derivada do termo bricòláge. Do francês, significa fazer por conta própria, dispensando a ajuda de um profissional no assunto.

A bricolagem hoje

Foi assim que tudo começou, mas, afinal, o que o seu artesanato tem a ver com isso? Tudo! A bricolagem foi aos poucos se tornando mais comum no nosso dia a dia, abrangendo muitos estilos e objetivos, da necessidade ao hobby.

O mercado de utensílios para reparos e utilidades do lar já está estabelecido há algum tempo. Existem lojas que se adaptaram e incorporaram o DIY em sua estratégia comercial, como é o caso da Leroy Merlin. Fundada na França em 1923, hoje ela oferece cursos de faça você mesmo para quem deseja mudar algo em casa com as próprias mãos.

Com a internet, um novo costume surgiu: aprender com tutoriais de DIY. Sabe aquele tutorial de sofá com pallets ou aqueles vasinhos com caixa de leite? É tudo bricolagem. O meio virtual tem forte presença americana, então talvez por isso o termo em inglês seja mais popularmente usado.

Vantagens

Agora que você já conhece a história, as vantagens ficam claras: a economia. Além de poupar custos com mão de obra, no caso dos reparos, o artesanato DIY também é uma possibilidade para gerar renda própria!

Outra vantagem que a bricolagem pode te proporcionar é a independência. Você irá desfrutar de autonomia, seja por conseguir trocar uma lâmpada, fazer uma extensão elétrica, dar um trato no jardim, pintar uma parede, decorar sua sala ou até, quem sabe, complementar a renda mensal.

Por fim, as atividades manuais proporcionam relaxamento e liberam o stress que a rotina acumula. Não é à toa que muitos têm essas atividades como hobby, afinal, nada mais prazeroso do que embelezar e cuidar do próprio lar, não é mesmo?

Pondo a mão na massa

Reparos elétricos e hidráulicos, jardinagem, carpintaria, pintura, cerâmica, patchwork, scrapbooking, biscuit… ufa! Todas essas atividades podem ser consideradas formas de bricolagem.

Recomendamos que tome sempre cuidado ao realizar consertos hidráulicos e — especialmente — elétricos! Busque tutoriais confiáveis, a eletricidade não é nenhum bicho de sete cabeças, mas existe uma série de precauções que precisam ser tomadas.

Certas práticas de artesanato também podem requerer alguma atenção, especialmente se necessitarem do uso de serras, furadeiras ou parafusadeiras. Mas não tenha medo! Lembre-se de que essas ferramentas são pensadas para o uso amador, e, caso se sinta insegura, você sempre pode pedir ajuda a alguém mais experiente.

O DIY é viciante justamente porque uma coisa leva à outra, e acabamos nos interessando não só pelos resultados, mas também pelos materiais e, de forma geral, por todo o processo de confecção. Veja aqui alguns exemplos que podem ser facilmente praticados no nosso dia a dia.

Scrapbook

O scrapbook é um álbum de fotos ou memórias que pode ser feito manualmente. Sua prática é antiga, mas se popularizou recentemente pela infinidade de materiais que surgiram no mercado. Muitos descobriram no scrapbooking uma forma de conservar suas lembranças da maneira mais personalizada possível.

Primeiramente, escolha um tema. Pode ser a infância de um filho, uma pessoa querida, uma festa de formatura ou casamento. Separe as melhores fotos e vá às compras!

Você vai precisar de papéis mais grossos para a capa e as folhas, papéis decorativos mais finos, tesoura, estilete de precisão, cola e fita. É interessante também que eles sejam livres de ácido, pois a acidez que contém no papel pode danificar seu projeto a longo prazo, alterando suas cores e escurecendo todo o trabalho. Para personalizar ainda mais, utilize furadores divertidos, boleadores, flores e stickers.

Os materiais certos para scrapbook podem fazer toda a diferença, então aqui vão algumas dicas a respeito dos papéis e instrumentos de corte:

  • papel: tenha o cuidado de procurar a gramatura adequada, entre 90 e 180 g/m². Utilize sempre a base de corte para que suas folhas fiquem padronizadas;

  • tesoura: é importante usar aquelas que se adaptem bem à mão e aos usos de scrapbook. Busque modelos antiaderentes, de picote ou de precisão. Não se restrinja só àquela velha tesoura “faz-tudo” guardada na gaveta, ok?

Blocos estruturais: jardim vertical

O bloco estrutural é um dos grandes queridinhos da bricolagem. Ele pode receber algum tratamento e se adaptar bem a ambientes internos despojados ou ser usado em jardins pela sua rusticidade.

O modelo vazado é ótimo para banquinhos, mesas e, principalmente, jardineiras. Dessa maneira, você consegue otimizar espaços pequenos e, por que não, ter aquela horta em casa cheia de temperos fresquinhos?

Primeiro, meça a área que você tem disponível e pense em como distribuir os blocos. As “bocas” dos blocos devem ficar voltadas para cima, de forma que ali você possa encher de terra ou encaixar vasos.

Se você pretende preencher com terra, lembre-se apenas de fazer furos no bloco de baixo ou alinhá-los de forma que a terra fique em contato com o solo. A água da rega precisa escoar sem se acumular no fundo, ou irá apodrecer as raízes.

Além de ser lindo, uma grande vantagem desse tipo de jardim é que o empilhamento de blocos permite o plantio de plantas com raízes mais verticais, como pés de tomate, pimentão ou até cenouras e rabanetes! Flores, temperos, pezinhos de alface: tudo vai bem ali.

O último passo é estilizar seu jardim! Pinte de cores variadas ou aplique estêncil neles (que por si só já é um tipo de bricolagem). Você pode colar tiras de fita crepe, passar tinta spray e, ao tirar as fitas, terá lindos blocos listrados!

Por que praticar bricolagem?

É um hábito relaxante. A bricolagem estimula a lógica e a coordenação motora, mantém a mente ocupada e preenche sua rotina com uma atividade saudável e desestressante. Muitos adeptos acabam montando em suas casas um espaço para trabalhar nas atividades, onde reúnem suas ferramentas e materiais.

Outro grande benefício é a autonomia de saber realizar pequenos reparos em casa ou produzir seus próprios objetos decorativos. A bricolagem é um ótimo recurso para restaurar mobílias antigas ou objetos danificados, sendo uma alternativa sustentável de deixar seu cantinho customizado, mais funcional e com o seu estilo.

Além de tudo isso, o artesanato é uma ótima opção para presentear ou gerar renda extra. Você trabalha em casa, no ritmo que sua rotina possibilita, divulgando suas obras para conhecidos e em suas redes sociais. Todo tipo de artesanato pode ser altamente rentável, basta que você goste do que faz e o faça com amor e dedicação!

Como você pode ver, os motivos para se praticar bricolagem são muitos. Seja como passatempo, com fins lucrativos ou pela necessidade de reparar ou aprimorar algo em casa, todos esses benefícios são o motivo pelo qual a cada dia mais pessoas aderem ao DIY.

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