Curso de arte

Saiba tudo sobre o poder terapêutico da arte

poder terapêutico da arte
Escrito por Casa das Artes

Pesquisas recentes sobre os efeitos cognitivos da arte revelaram que a pintura tem o poder de estimular memórias em pessoas com demência e permite que elas se reconectem com o mundo.

E não é só isso, o poder terapêutico da arte se estende ao tratamento de outros tipos de doenças, principalmente mentais, que podem ser tratadas por meio da música, teatro, dança e escrita.

Se expressar por meio da arte pode ajudar pessoas com depressão, ansiedade, Alzheimer e até câncer. Geralmente, as melhoras são associadas à memória, raciocínio e resiliência.

O mais importante desse tratamento é lembrar que os efeitos benéficos gerados não dependem da habilidade ou dos talentos que a pessoa tem, mas dos estímulos cerebrais que são provocados.

É o processo e não o resultado que importa.

Ficou curioso com essa alternativa de tratamento complementar à Medicina? Então, descubra agora tudo sobre o poder terapêutico da arte.

Por que a arte tem esse poder terapêutico?

As últimas pesquisas sugerem que, para evitar o declínio cognitivo, realizar atividades criativas pode ser mais eficaz do que simplesmente apreciar obras artísticas.

Em pessoas com demência e outras doenças neurológicas progressivas, a capacidade de criar arte permanece muito tempo depois que a fala e o idioma são esquecidos.

Além disso, a criação de artes visuais pode reduzir o estresse e promover o relaxamento mental às pessoas saudáveis que vivem uma rotina intensa de trabalhos e estudos.

Trabalhar com um terapeuta treinado para o tratamento com arte pode ajudar os pacientes a encontrarem uma maneira de se expressar em um ambiente seguro, além de ajudá-los a chegar ao estágio de paz mental.

Mas não são só as artes visuais que ajudam no tratamento de pessoas com doenças do corpo e da mente.

Escrever livros contando a sua própria história, gravar vídeos como um pequeno filme ou documentário sobre elas, incorporar personagens num palco de teatro, cantar, tocar instrumentos e compor as suas próprias músicas causam efeitos extraordinários de melhoria na saúde das pessoas.

Tratamentos ministrados com o poder terapêutico da arte

Conheça alguns:

Musicoterapia

A música é o meio de arte e de cura mais acessível e mais pesquisado.

A ênfase é dada, principalmente, na capacidade que ela tem de proporcionar efeitos calmantes, relaxando rapidamente o estado mental de uma pessoa.

Em particular, a terapia musical é mais eficaz no tratamento de controle da ansiedade.

O prazer compartilhado pelos participantes de um programa de terapia ministrado com música também pode ajudar a recuperar o equilíbrio emocional das pessoas, curando a depressão.

O tratamento também é muito eficaz para a estimulação auditiva e redução de dores físicas, uma vez que a música ajuda as pessoas a alcançarem um maior controle mental sobre elas.

Isso acontece porque a música pode acalmar as atividades neurais do cérebro, o que pode levar a uma redução na ansiedade e ajudar a restaurar o funcionamento correto do sistema imunológico, em parte, por meio das ações das amígdalas e do hipotálamo.

À medida que os níveis de atividades neurais no núcleo central das amígdalas diminuem, em resposta a efeitos calmantes da música, pode haver reduções correspondentes nos sinais que estão sendo enviados para outras partes do cérebro, reduzindo dores na perna, braços e outras partes do corpo.

Artes visuais

A pintura, por exemplo, ajuda as pessoas a expressarem experiências que são mais difíceis de serem traduzidas em palavras, como o diagnóstico de um câncer.

Algumas pessoas com câncer exploram os significados do passado, presente e futuro durante a terapia artística, integrando, assim, o câncer em sua história de vida e dando sentido a ela.

Ou seja: a arte é muito eficaz na criação de significados, ajudando pessoas que não falam, que falam, mas possuem doenças mentais, e até mesmo pessoas saudáveis a colocarem para fora, em forma de pintura em uma tela, tudo aquilo que não conseguem expressar falando, principalmente quando se tem muito medo, angústia etc. envolvidos.

Falar desses assuntos pode ser muito difícil, e a arte ajuda a resolver isso. A arte pode ser um refúgio das intensas emoções associadas às doenças ou experiências vividas.

Não há limites para a imaginação na busca de maneiras criativas de expressar o sofrimento.

Em particular, moldar argila ou uma massa de biscuit pode ser uma maneira poderosa de ajudar as pessoas a expressarem esses sentimentos, por meio do envolvimento tátil, a um nível somático, bem como facilitar a comunicação verbal e a revelar materiais inconscientes e símbolos que não podem ser expressos por meio de palavras.

Teatro e dança

O teatro e a dança representam a expressão corporal criativa baseada no movimento.

O tratamento com essas artes proporcionam benefícios mentais e corporais, principalmente devido aos estímulos das atividades motoras.

A expressão criativa baseada no movimento concentra-se em formas de expressão não verbais, mas físicas, como ferramentas psicoterapêuticas.

Por meio do movimento, a mente e o corpo devem trabalhar em sintonia e de forma criativa.

Assim, o estresse e a ansiedade podem ser aliviados e outros benefícios para a saúde também podem ser alcançados.

Decorar textos e coreografias de dança ajudam a retardar o avanço de doenças como o Alzheimer, e os movimentos praticados despertam a sensação de bem-estar cognitivo e psicológico, ajudando na lembrança de palavras e audições, resolução de problemas e autoestima

Escrita expressiva

As pessoas que escrevem sobre as suas próprias experiências traumáticas apresentam melhorias significativas na saúde física e mental, recuperando o correto funcionamento do sistema imunológico e reduzindo drasticamente as visitas ao médico.

A escrita expressiva tem o poder de atuar em vários níveis cognitivos, emocionais, sociais e biológicos, gerando resultados positivos aos tratamentos de raiva, depressão, ansiedade, Alzheimer e coordenação motora.

Ou seja: escrever sobre experiências perturbadoras produz melhorias a longo prazo no humor e na saúde e, assim como a musicoterapia, pode até servir como método de controle sobre a dor.

Expressar a raiva pode ser útil para indivíduos que sofrem de dores crônicas, particularmente se houver uma ligação entre o sentimento e as dores.

O engajamento das pessoas nessas 4 áreas de expressões artísticas criativas pode gerar efeitos significativamente positivos na saúde.

Mas é importante lembrar que esse método de tratamento não contradiz a Medicina e nem é um método alternativo que funciona sozinho.

Ele é complementar e deve potencializar os efeitos dos tratamentos ministrados pelos médicos, concentrando-se não apenas na doença e nos seus sintomas, mas também na natureza holística da pessoa.

Quando as pessoas são convidadas a trabalhar com processos criativos e artísticos que afetam mais do que sua identidade com a doença, tornam-se capazes de identificar e compreender os seus estados afetivos e as suas concepções sensoriais.

Com a criatividade e com a imaginação, somos capazes de encontrar a cura para muitas doenças. Dessa forma, quanto mais compreendemos a relação entre expressão criativa e cura de doenças, mais descobriremos o poder terapêutico da arte.

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